
Detective Comics #27, a primeira aparição do morcego e Batman #1.
Em 1939, Bob Kane (há controvérsias de que Bill Finger teria participado da criação) criava um personagem diferente, mais sombrio, inspirado nos heróis da literatura pulp, que viria para ser o segundo ícone da DC Comics e conseqüentemente dos quadrinhos mundiais.
Batman faz 70 anos em 2009 e por isso tia Jenny vai mostrar pra vocês que Bruce Wayne é muito mais do que aquele sem-dentes do Christian Bale. Como são muitos causos para contar, dividi o post em três, assim fica mais gostosinho para vocês (ui).
Nesta primeira parte vamos tratar da origem e motivação do personagem e das suas grandes sagas e histórias.
A Origem

O momento que originou o Batman
Bruce Wayne tinha tudo o que uma criança de oito anos podia querer, pais amorosos, uma mansão confortável e tudo o que o dinheiro podia comprar. Mas a história mudou, foi na saída de uma sessão de cinema do Zorro, que Bruce perdeu os pais Thomas e Martha Wayne, assassinados no Beco do Crime, por um assaltante chamado Joe Chill. E foi ali, ajoelhado numa poça de sangue, que nascia o Cavaleiro das Trevas.
Bruce passou a infância recluso em sua mansão, sendo criado por seu fiel mordomo, Alfred Pennyworth e sua juventude viajando ao redor do mundo e aperfeiçoando suas técnicas de combate ao crime. Foi pupilo dos maiores especialistas em artes marciais, espionagem, criminologia e tudo o mais que pudesse ser útil em sua cruzada contra o crime em Gotham City.
Ao retornar para sua cidade natal, Bruce aventurou-se contra os criminosos ainda sem seu uniforme, o que só apareceu após um insight do rapaz que procurava algo para instilar medo nos corações dos bandidos e teve sua resposta quando um morcego chocou-se com a janela de seu escritório.
Então, durante o dia Bruce Wayne era o ricaço mimado que não gostava de trabalhar e fingia não saber o que acontecia em suas empresas, e a noite se vestia de morcego e saía para encher caras maus de sopapos.
Nascia assim um dos personagens mais populares dos quadrinhos (e de outras mídias também) de todos os tempos. Um homem sem super poder algum, mas que faz tremer desde ladrões de galinha até marcianos brancos e novos deuses.
Grandes Momentos
Como todo personagem de quadrinhos, Batman é formado por fases não tão boas e fases dignas de gênio. Vamos ver algumas que entraram para a história.

Batman: Ano Um e Batman, O Cavaleiro das Trevas.
Batman Ano Um (1987), escrita por Frank Miller (o mesmo caboclo de Sin City) e desenhada por David Mazzucchelli, é exatamente o que diz o título. Traz o morcego no início de suas atividades. A história é contada do ponto de vista do ainda Tenente James Gordon na noite em que ele chega em Gotham pela primeira vez.
O mesmo Frank Miller escreveu e desenhou o elogiadíssimo e verdadeiro marco nos quadrinhos, Batman – O Cavaleiro das Trevas (de 1986 e que teve continuação em 2001 com DK2). A DC precisava resgatar a imagem sombria do morcego, que estava arranhada após tantos socs e pows da série multicolorida da TV.
Miller ficou encarregado do serviço e criou esse universo fora da cronologia oficial vigente na época, num futuro não muito distante.
Um Bruce Wayne de 55 anos, aposentado de suas atividades noturnas leva uma vida não muito ortodoxa, e tem a cuca meio avariada. Com uma onda de crime giguénti atormentando Gotham, o velhinho virado no capeta resolve vestir a máscara de novo.
Porém, Miller retrata uma América ambígua, onde o Coringa é visto como vítima, o morcego como vilão e Superman é uma marionete do governo. E é nesse cenário caótico que se desenvolve uma das maiores histórias do Batman.

Batman - A Piada Mortal e Asilo Arkham.
Depois de Frank Miller foi a vez de Alan Moore (que vocês já conhecem daqui) meter o bedelho no morcego e nos presentear com outro momento memorável, Batman – A Piada Mortal (1988).
A história não é muito bem do Batman, e sim do Coringa. Pela primeira vez em décadas de existência do personagem, temos um vislumbre do que teria sido seu passado antes da vida criminosa e os motivos que o levaram a ser o que é.
Em 1990, a DC entrega o Batman nas mãos do ainda não tão conhecido Grant Morrison (careca lindo, te amo pra sempre!) e chama Dave McKean para desenhar a incrível graphic novel, Asilo Arkham.
O prédio do hospício é tomado pelos internos e só resta ao morcego entrar lá e deixar-se levar pelo loucura. A história tem momentos marcantes e um ambiente claustrofóbico o tempo inteiro. Eu mesma li uma vez só e fiquei meio traumatizada.

A Queda do Morcego e Terra de Ninguém.
Em 1993, após ter matado o Superman, a DC resolveu que era hora de bulir com o morcegão e ver se uma renovada no personagem colaria. Sobrou pra Doug Moench e Jim Aparo a dura missão de dar cabo do Batman em A Queda do Morcego. Diferente do Super, ele não morreria, mas ficaria paraplégico depois de ter sua coluna quebrada pelo vilão Bane.
O ano de 1999 foi o ano de Terra de Ninguém (IMHO, um dos melhores arcos do Batman de todos os tempos, com certa facilidade). Gotham City havia sido castigada com um vírus mortal (não, não era gripe suína) em Contágio, depois passou por um abalo sísmico que destruiu a cidade em Terremoto.
O governo americano decidiu fechar as fronteiras da cidade, no melhor estilo "ninguém entra e ninguém sai" e declarar o território Terra de Ninguém. Uma terra sem lei, onde as gangues lutavam por espaço contra a polícia e o morcego. A saga durou um ano e redefiniu muita coisa.
Estamos prestes a presenciar mais um grande momento de Bruce Wayne, com o fim da Crise Final e o início de Batman – Descanse em Paz. Vamos ver que rumo tomará o paladino das trevas.
No próximo episódio, os aliados e os vilões do homem-morcego. Nesse mesmo bat-canal, nesse mesmo bat-horário!

















































